Why Can’t This Be Love – Van Halen (07/30)

Na sessão nostalgia de hoje, vou recordar um pouco minhas fontes de influências musicais. Teve uma época na qual eu fazia aula de inglês na Escola União Cultural. Eu frequentava com meu irmão e ambos estudávamos de manhã e íamos pro curso no final da tarde. Sempre que nos arrumávamos pra ir pro curso, tínhamos o ritual de ligar o som no último volume e fazíamos uma caminhada a pé. O engraçado é ver o quanto isso determinou minha influência musical, afinal eu ouvia as músicas dele. Ele colocava Metallica, Green Day, Offspring, O Rappa, Planet Hemp, Raul Seixas, Raimundos entre outros, mas o que eu gostava mesmo dentre esses, era Van Halen. Ele ganhou de aniversario o album “Best Of” e ouvíamos jogando video-game, lendo gibi ou estudando mesmo.

Uma das atividades nas aulas de inglês, era pegar letras de música (as lyrics) para “cantar em voz alta” pra praticar. Meus colegas de sala e/ou minha professora adoravam soltar a voz e cantar como se estivessem no karaoke, era muita vergonha alheia, mas era divertido. Minha professora escolhia músicas parecidas com a do meu irmão, estava me sentindo em casa. Essa escola realizava uma festa tradicional de Halloween e tocou muita música que eu conhecia. Naquela época eu era meio travado, ficava ali no canto grudado à parede com vergonha, mas se fosse hoje, eu faria diferente, subiria no palco e.. Hahaha deixa pra lá.

Essas músicas também marcaram a época em que trabalhava na ótica da minha família, na Rua Doze de Outubro: a Ótica D’Angelo. Meu bisavô Miguel alugou um espaço para revelar as fotos e aos pouco foi se transformando numa ótica graças a seu filho/meu avô paterno. A loja passou por toda a família, e trabalhei lá na época do colegial. Na verdade, eu era um pouco tímido para lidar com os clientes, e ficava meio que só respondendo pergunta, ao invés de vender e fazer orçamento. Foi uma ótima experiência para a idade. Eu trabalhava todo o dia com o meu pai, e estudava para os vestibulares. Lembro que tinha um monte de marreteiro/camelô na porta da loja, a rua doze de outubro era bem cheia, vivia lotada, parecia uma 25 de março.

Na mesma época, meu primo e eu inventamos de fazer um curso de dublagem. Ele estava fazendo teatro e pra ele era super importante para a pronuncia e interpretação de personagens. Eu resolvi acompanhá-lo, pois teria a possibilidade de fazer estágio à tarde. Era todo sábado pela manhã. Íamos toda semana e depois passávamos na Ótica para ajudar meu pai. Foi um curto período de tempo, mas lembro com muito carinho de tudo. Era gostoso passear pela Lapa, Rua Clélia, Sesc Pompéia (na qual eu já era frequentador assíduo desde criança). No fim, eu tirei o certificado de dublagem, mas precisava de DRT (um tipo de visto para poder atuar na televisão) e desisti dessa vida, não curti muito. Eu estava começando a me interessar mais por outras coisas, como Design Gráfico.

Gostava muito de ouvir as músicas do meu irmão, meu pai e do meu primo nessa época, contei toda a história do curso de inglês, da ótica e do curso de dublagem, porque os três sempre estavam ouvindo música, sabe as fases da vida e elas marcam sua vida? Meu irmão vivia ouvindo rock, meu pai Classic Rock e meu primo MPB, mas quem levou o troféu “Dudu, você vai gostar mais disso, foi meu irmão” rs. Destaco a banda Van Halen pra traduzir toda essa época. De origem holandesa Eddie e Alex Van Halen tiveram aula de música desde crianças, e começaram a tocar juntos na década de 1960, enquanto um tocava piano, o outro tocava guitarra. Aos poucos, tocando de bar em bar, atigiram um enorme sucesso. Tiveram 13 singles no topo das paradas durante sua estrada e muitos escândalos envolvendo os integrantes, com uma instabilidade bem frequente de membros.

Eles lançaram um curioso album chamado 1984 (MCMLXXXIV), com um anjinho fumando um cigarro na capa, bem controverso. Marcou pelo ano em que nasci. Eu gosto muito do Best Of lançado em 1996, tem a maioria dos sucessos. Não curti muito o album de retorno da banda de 2012, prefiro os clássicos. Destaco nesse post, minha preferida deles, Why Can’t This Be Love!

Whoa, here it comes
That funny feelin’ again
Windin’ me up inside
Every time we touch

Hey, I don’t know
Oh, tell me where to begin
‘Cause I never ever
Felt so much.

Hey! And I can’t recall any love at all
Oh baby, this blows ‘em all away
It’s got what it takes
So tell me why can’t this be love?
You want it Straight from the heart
Oh tell me why can’t this be love?

I tell myself
Hey! Only fools rush in
Only time will tell
If we stand the test of time
All I know
You’ve got to run to win
An’ I’ll be damned if
I’ll get hung up on the line. Hey!

No, I can’t recall anything at all
Oh baby, this blows ‘em all away

Woo! It’s got what it takes
So tell me why can’t this be love?
You want it straight from the heart
Oh, tell me why can’t this be love?

(Guitar Solo)

Woo! It’s got what it takes
So tell me why can’t this be love?
You want it Straight from the heart
Oh tell me why can’t this be love?

Baby, why can’t this be love?
Got to know why can’t this be love?
I wanna know why can’t this be love?

chasefaster

chasefaster

Me chamo Edu D’Angelo, mais conhecido como Chase Faster! Nasci em Outubro de 1984 (Libra com ascendente em Libra) e sou um Proudly Nerd assumido! Sou apaixonado pelo universo Geek (Action Figures, Comics, Animes, Filmes dos Anos 80, Seriados antigos, Teatro, Circo, Exposições e Shows) e desde 2006, crio um Setlist mensal com as músicas que mais ouvi naquele mês. Dez anos depois, estou aqui relatando tudo o que venho vivenciado por São Paulo, com muita nostalgia oitentista.