Knights of Cydonia – Muse (13/30)

O post de hoje vai falar sobre uma mistura de temas que foi o ano de 2007 em minha vida. Nesse ano eu estava concluindo a faculdade com a minha monografia/TCC/TGI/Trabalho de Graduação de Design Gráfico na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Me formei em Dezembro de 2007, e escolhi como tema uma nova Coletânea para 12 edições da revista em quadrinhos X-Men. Separei as doze sagas mais importantes e tentei traduzir, imageticamente, um conceito pra novos leitores que não conheciam esse universo.

Para se determinar quais sagas seriam escolhidas, foram analisados a importância da fase na época que foi publicada e a composição de sua capa correspondente. Na primeira fase de publicação de X-Men, onde a capa era um verdadeiro conflito de informações, com título, chamada, editora disputando a atenção com o desenho principal. Naquela época as informações eram colocadas de qualquer jeito, sem uma preocupação de passar a informação correta para o leitor, através de uma hierarquia. O meu desafio seria colocar essas informações em uma ordem clara, concisa e objetiva. Foi muito trabalhoso fazer o TCC (sempre é), mas eu escolhi um tema que eu dominava na época, tinha todas as histórias dos X-Men na cabeça e tinha claro pra mim mesmo o que eu queria passar nessa nova coletânea das 12 sagas.

Analisando os quadrinhos publicados no Brasil pela editora Abril, as sagas mais importantes foram:

• A Saga da Fênix (Phoenix Saga),
• Queda dos Morlocks (The Fall of the Morlocks),
• Massacre de Mutantes (Mutant Massacre),
• Queda de Mutantes (The Fall of the Mutants),
• Inferno (Inferno),
• Novos X-Men (New X-Men),
• Dias de um Futuro Presente (Past Days of Future),
• Programa de Extermínio (The X-Tinction Agenda),
• Saga da Ilha Muir (The Muir Island Saga) e
• Canção do Carrasco (X-Cutioner’s Song).

Além destas dez, foram escolhidas mais duas fases:
• Clássicos (Classics ou First Class) e
• Gigante (Deadly Genesis ou Giant-Sized X-Men.

Na fase Clássicos as primeiras aventuras dos X-Men é abordada, fator importante para atrair novos leitores com este novo projeto gráfico. A fase Gigante foi escolhida por introduzir personagens muito importantes para a equipe, como Wolverine, Tempestade, Noturno e Colossus. Depois da escolha destas doze sagas, a próxima etapa foi a escolha dos personagens para as capas. Para isso, todas as sagas foram relidas e de cada uma foi escolhida seus personagens centrais. De acordo com o processo de ilustração, os personagens foram mudando, analisando o melhor conjunto do todo.

Durante todo esse processo, em 2007, eu trabalhava numa empresa de comunicação gráfica de eventos e seguindo a vida. Eu era viciado na saga Lost, e apesar de ter que reler os gibis, desenhar as capas e escrever o projeto, eu conseguia assistir os episódios. Naquela época, tinha acabado a terceira temporada e em janeiro iria começar a quarta. Decidi começar a ver da primeira temporada para me atualizar para a quarta. Então foi um intensivo X-Men, Lost, TCC e trabalho (fora as baladinhas com os amigos hahaha). Mas graças a Deus deu tudo certo. Conclui o projeto com 10, e me despedi de 4 anos e meio de Mackenzie.

Muse foi muito importante, pois ouvia bastante nessa época (junto de Bloc Party). Eu tinha achado o CD “Black Holes and Revelations” numa promoção da FNAC e o povo do meu trabalho também adorava. Tínhamos a regra de cada dia, um dos três funcionários colocar seu setlist para todos ouvirem. Tinha o Leandro que ouvia grunge dos anos 90 e Metalcore. O Pedro que ouvia indie e rock piauíense (da sua cidade, Teresina). Eu contribuia com J-Rock e Metalcore também (naquela época, um amigo do Orkut tinha me indicado umas bandas muito boas desse gênero ~ Atreyu, Caliban e Underoath ~ e eu gostava de ouvir essas gritarias para focar no trabalho). Pedro um dia colocou Muse, e fiquei muito encantado com as músicas. Era um tipo de rock alternativo dançante, com personalidade, muito bom falando sobre temas de sci-fi, amor e corrupções políticas. E quando achei o Cd na promoção, pude me aproximar melhor deste universo.

Achei incrível a última música do album Black Holes and Revelations, a Knights of Cydonia. Cidonia é aquele terrível rosto humano descoberto numa área do planeta Marte, terrível, né? O significado dessa música é ensinar as pessoas a se defender e fazer o seu próprio destino. Talvez seja por isso, que no começo do clipe, o protagonista esteja fazendo várias poses de ninja, típicas de filmes trash chineses com uma pitada de sci-fi. Laser, espaçonave, unicório, holograma, velho oeste futurista, vilão com cara de maníaco, são todos esses os elementos do excelente clipe dessa música, confiram e sinta a atmosfera freak e alternativa dessa banda.

Com essa mistura de temas: meu TCC dos X-Men, meu trabalho, maratona Lost e essas bandas alternativas que eu estava conhecendo, dá pra se ter ideia de como foi o ano de 2007 pra mim. Meio Sci-fi rs.

Come ride with me
Through the veins of history
I’ll show you a god
Who falls asleep on the job

And how can we win
When fools can be kings
Don’t waste your time
Or time will waste you

No one’s gonna take me alive
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive

No one’s gonna take me alive
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive

No one’s gonna take me alive
The time has come to make things right
You and I must fight for our rights
You and I must fight to survive

chasefaster

chasefaster

Me chamo Edu D’Angelo, mais conhecido como Chase Faster! Nasci em Outubro de 1984 (Libra com ascendente em Libra) e sou um Proudly Nerd assumido! Sou apaixonado pelo universo Geek (Action Figures, Comics, Animes, Filmes dos Anos 80, Seriados antigos, Teatro, Circo, Exposições e Shows) e desde 2006, crio um Setlist mensal com as músicas que mais ouvi naquele mês. Dez anos depois, estou aqui relatando tudo o que venho vivenciado por São Paulo, com muita nostalgia oitentista.