Let’em Shine Below – Holger (22/30)

Você pode estar se perguntando porque conto tanta coisa nada a ver, mas pra mim, tudo se relaciona a como eu vejo, ouço e me lembro das músicas. O tema desse post é o Sesc Pompéia, como ele foi e ainda é presente em minha vida. E peguei uma música de um show que assisti lá pra traduzir toda essa fase. Acho interessante esses links, tento detalhar ao máximo sem perder muito o foco… rs

Na mesma época do Poço do Visconde, em 1993, meus primos e eu frequentávamos o Sesc Pompéia, que nas férias escolares tinha milhares de atividades para crianças. Tinha a quadra poliesportiva, com futebol, vôlei, queimada e cama elástica. Essa última era a minha alegria, ficava lá fazendo as acrobacias no ar, me sentindo o Blanka do Street Fighter hahahaha Podia alugar brinquedos clássicos na Brinquedoteca, como Batalha Naval, Cara-Cara, Detetive, Jogo da Vida até Pula-Pirata, uma tarde peguei todo, um atrás do outro pra conhecer rs

Uma das coisas mais interessantes deste Sesc é o fato de ser um projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi e Marcelo Ferraz, os prédios foram erguidos no final de década de 70, em um terreno onde ficava uma fábrica, no bairro da Barra Funda em São Paulo. Uma característica marcante desses dois prédios de concreto são as conexões entre eles, e suas janelas irregulares.
Conforme fui crescendo, sempre voltava pras atividades de férias do Sesc. Minha mãe fazia um curso de cerâmica e nos levava pro Pompéia pra brincarmos. Meu irmão mais velho, começou a ler os gibis encadernados da biblioteca, e por ventura eu tambem. Podíamos sentar no local, escolher quantos quisesse e ler. Era um esquema bem gostoso. Adorava aquelas cadeiras de madeira e almofada verde, pra uma criança do meu tamnho, aquilo era conforto rs. E para ler tinha todos os gibis publicados no fim dos anos 70 pela Editora Abril da Marvel Comics. Tinha o número 1 do Homem-Aranha, Capitão América, Hulk, Superaventuras Marvel, X-Men e Heróis da TV. Este último era um volume com personagens randômicos do universo Marvel, como Adam Warlock, Doutor Estranho, Inumanos, Homem de Ferro e Vingadores.

Sempre tinha quatro histórias de algum outro super grupo que tinha estreado nos Estados Unidos em sua revista própria, mas aqui no Brasil não teve essa chance, por exemplo os Micronautas, Senhor das Galáxias e Quarteto Futuro (Power Pack, no EUA). Pirei nesse último super grupo, focado em quatro crianças que ganharam super poderes de um alienígena para salvar o mundo.
Ok, o enredo e tema do grupo já é super batido hoje, mas pra uma criança naquela época que nunca tinha visto nada disso foi encantador. Gostei tanto que comecei a ler todas as historinhas que eles apareciam, eu chegava no Sesc e ficava ali em pé folheando todos os gibis encadernados e espalhando tudo no chão, era o terror da bibliotecária hahaha Anos depois, em 1996, rolou um evento de quadrinhos lá lançando a nova revista especializada no assunto, a Wizard (que já era famosa lá nos Estados Unidos). O Sesc Pompéia ganhou vários stands de editoras fazendo promoções, anunciando novos produtos e divulgando seus artistas. Lembro de um stand em específico que meu irmão comprou uns cards dos Vingadores, mas como a cronologia do Brasil era atrasada, a formação do grupo era totalmente diferente. Era uma forma de spoiler saudável hahaha

Tinha um outro stand vendendo uns bonecos dos X-Men/X-Force da Toy Biz que não tinha no Brasil. Queria muito o Shatterstar, lembro que era 15 reais, mas não consegui comprar na época porque achei caro hahaha. E de alguma forma esses “bonequinhos” me deixaram maluco, mais tarde, quando pude gastar com essas coisa, consegui comprar os que eu queria via Mercado Livre e Ebay rs
Sempre voltei pro Sesc Pompéia com um sentimento de nostalgia dessa época. gostava muito do ateliê deles, podendo fazer aulas de desenho (Modelo-Vivo e observação), serigrafia, estamparia e ainda quero fazer um de fotografia. Um dia, voltando de um desses cursos, a banda Cansei de Ser Sexy estava tocando na Choperia, na época eu já gostava deles, mas não consegui ver o show. Meses depois eles estouraram e ficaram fora por uns 4 anos, nunca mais voltaram pro Sesc pra um showzinho pra eu poder ver hahaha

Em 2009, conheci por acaso a banda Holger, uma banda de São Paulo que mistura indie rock e ritmos brasileiros. Uma de suas características marcantes é seus integrantes se revezarem nos instrumentos e vocais. eles cantam em inglês e português, acho interessante essa mistura. Assisti o clipe Let’em shine below, gravado em Ilha Bela e adorei logo de cara. Anos depois tive a oportunidade de assistir um show deles no Sesc Pompéia, pro lançamento de um novo album. Desde então peguei mais gosto ainda por eles, estão pra lançar mais um album ainda esse ano, vamos aguardar, espero que gostem dessa música que vos trago hoje.

They have decided to cover their houses
With mirrors to reflect the sun
They didn’t bother observing the Shabbat
All they wanted was to have some fun
For standing on the brink and looking down upon the things that have been put aside
It’s easy to infer that life should be a bit more bright

Floating into outer space
When the batteries are running low
Watching the sun that’s shinning
On the mirrors down there below
‘coz you know sometimes the prettiest things can come from places you wouldn’t even recognize
Just like the light from schoolgirls shining from inside

When one thinks about surrender
Just take a while to remember
Oh! That we can stand up

But if I could get much higher
Than the people living on my land
I could sleep with all of the women
And rob most of the banks
But such inconsequence can make you take a change
And perhaps even decide to take those mirrors down and let the light shine
from the inside
Let’em shine below
Let’em shine below
When one thinks about surrender
Just take a while to remember
Oh! That we can stand up
And I cannot know how the things will flow
And I cannot know where this path will go
And I cannot show, though it is my goal
To let it glow
Love is made of gold

 

chasefaster

chasefaster

Me chamo Edu D’Angelo, mais conhecido como Chase Faster! Nasci em Outubro de 1984 (Libra com ascendente em Libra) e sou um Proudly Nerd assumido! Sou apaixonado pelo universo Geek (Action Figures, Comics, Animes, Filmes dos Anos 80, Seriados antigos, Teatro, Circo, Exposições e Shows) e desde 2006, crio um Setlist mensal com as músicas que mais ouvi naquele mês. Dez anos depois, estou aqui relatando tudo o que venho vivenciado por São Paulo, com muita nostalgia oitentista.