#01 Zetsubou (MUCC)

Em Outubro de 2014 inventei de fazer um TOP 30 com as minhas músicas favoritas, para comemorar o meu aniversário de 30 anos. Confesso que fiquei selecionando muita música e deixando um dos meus gêneros favoritos meio que de fora, o J-Rock, ou seja, um puro rock japonês. Não, não tenho descendencia japonesa, mas não sei o que me atrai nessa cultura, gosto demais. Então proponho um outro TOP dessa vez, elencando minhas 50 músicas de J-Rock favoritas! Nessa seleção entra Visual Kei e J-Pop também, já que considero parte do mesmo universo. Pra im é uma ótima terapia falar sobre essas músicas, que ouço há bastabte tempo já.

Não quero divulgar o J-Rock (há alguns anos eu queria), apenas quero deixar registrado de uma forma bonita sobre as bandas e essas músicas. Vou contar um pouco sobre a banda, o significado das músicas (afinal, apesar dela ser japonês, não quer dizer que não tem um significado, não vamos ser hipócritas). Acho muito lindo a forma que a cultura japonesa se comporta, muitas bandas falam sobre seu país nas músicas. Não quero promover o Japão e suas culturas, como citei anteriormente, apenas vamos prestar atenção neles. Quero mostrar todos os lados do rock japonês, de baladas, de música eletrônica, de bate-cabeça, de japoneses “travestis”, de ao vivos empolgantes e todo esse universo que me atrai muito. Não sou especialista no assunto, portanto vou trazer a biografia da banda escrita para o site JAME, um site especializado em música japonesa e oras do site de música online LastFM.

No primeiro post, trago a banda MUCC (ムック) banda japonesa formada em Maio de 1997. O nome da banda MUCC foi escolhido por Miya, líder e guitarrista da banda e era originalmente o nome de um personagem de um programa infantil chamado ‘Ponkickies’. A banda também é conhecida informalmente como “69” pois a pronúncia desse número em japonês é “mukku”. O estilo da banda é difícil de definir, pois cada álbum exibe uma nuance musical da banda. De acordo com Miya em entrevista, “Esta mudança é, na verdade, MUCC. É nós mesmos.”¹

A formação original do MUCC era TATOO [Tatsurou] no vocal, Miya na guitarra, Hiro no baixo e Satochi na bateria.
Em 99, Hiro deixa o gupo e é substituído por Yukke e logo depois lançam seu primeiro mini-álbum, Antique.
E essa formação é a que prossegue até hoje.

Membros

* Tatsurou Iwakami (岩上逹瑯) 21/08/1979 – Vocalista e compositor
* Masaaki “Miya” Yaguchi (矢口雅哲) 26/07/1979 – Guitarrrista e compositor
* Yuusuke “Yukke” Fukuno (福野優介) 05/11/1979 – Baixista
* Satoshi “SATOち” Takayasu (高安悟史) 12/08/1979 – Baterista

Trago a música ZETSUBOU (desespero), do album Homura uta (葬ラ謳, de 2002), segundo album major da banda. O que me atrai nessa música é essa batida pesada, com um leve riff de ska. O visual deles é muito importante também, no video-clipe vemos um macacão branco, graxa preta na cara e muita performance de olhos arregalados. Acho bem medonho, mas ao mesmo tempo bem bonito. Gosto demais dessa música!

TRADUÇÃO:
ZETSUBOU (DESESPERO)
Todos morreram. 
Tudo está desabrochando em peças.
Eu fui deixado a beira da selvageria, completamente sozinho.


As palavras “com certeza amanhã…” são lixo sem valor
Eu sei, eu vou fingir suicídio, talvez tornará isso mais fácil.


Rodeado por um desespero profundo e escuro
aquela mão que eu agarrei freneticamente
era a memória de alguém querido para mim
despedaça-se em trapos até desaparecer
isso machuca, ISSO MACHUCA, isso machuca
finalmente encontrei um pouco de esperança
mas mesmo isso estava apodrecendo


Eu estou cansado de ouvir as palavras “um dia seus ‘sonhos’ se tornarão realidade”
Vocês hipócritas que falam tão calmamente de ‘esperança’ podem morrer.
nesse lugar onde não há nada além de solidão
o que eu deveria querer?
nesse lugar onde não hã nada além de desespero
o que eu poderia procurar?


Eu estou cansado de ouvir as palavras “um dia seus ‘sonhos’ se tornarão realidade”
Vocês hipócritas que falam tão calmamente de ‘esperança’ podem morrer.
nesse lugar onde não há nada além de solidão
o que eu deveria querer?
nesse lugar onde não hã nada além de desespero
o que eu poderia procurar?


Rodeado por um desespero profundo e escuro
aquela mão que eu agarrei freneticamente
era a memória de alguém querido para mim
despedaça-se em trapos até desaparecer
isso machuca, ISSO MACHUCA, isso machuca
finalmente encontrei um pouco de esperança
mas mesmo isso estava apodrecendo


Não há ninguém e nada
Nem dor restou aqui
Eu deveria viver, eu não consigo descobrir o que sou, eu estou apenas rodeado por uma solidão inundadora
Eu masco a grama, no céu alucinógeno
e ando devagar…

E por onde anda essa banda atualmente?
Em Junho de 2014 lançaram o album THE END OF THE WORLD, confesso que não me agradou tanto. Eles experimentaram muitos ritmos eletrônicos, que descaracterizaram totalmente a banda e a vibe “graxa preta na cara”. Gosto muito do album SHION (2008) e Kyuutai (2009), foi a fase que mais curti, na qual ficava entrando nesses blogs de J-Rock, torcendo pra lançarem coisa nova. Não acredito que eles vão voltar ao estilo de antes, mas posso curtir a fase obscura, da mesma época que Zetsubou.

Quem se interessar, me pede esses materiais de J-Rock. Tive problemas no passado ao subir mp3 de música japonesa em blog, tiraram do ar e tudo mais. Hoje não faço mais isso, tento mostrar as músicas com o material disponível (Youtube, dailymotion, deezer, lastfm e soundcloud). Até no torrent é difícil de se achar. Recentemente a banda tirou todos os video-clipes do Youtube, o que é uma pena, pois dificulta minha tarefa de divulgar o material do outro lado do mundo hahahahaha

+info sobre a banda MUCC: JAME Brasil

Outras faixas favoritas:
• bouzenjishitsu
• Kanashimi no Hate
• Ware Aru Beki Basho

 

 

chasefaster

chasefaster

Me chamo Edu D’Angelo, mais conhecido como Chase Faster! Nasci em Outubro de 1984 (Libra com ascendente em Libra) e sou um Proudly Nerd assumido! Sou apaixonado pelo universo Geek (Action Figures, Comics, Animes, Filmes dos Anos 80, Seriados antigos, Teatro, Circo, Exposições e Shows) e desde 2006, crio um Setlist mensal com as músicas que mais ouvi naquele mês. Dez anos depois, estou aqui relatando tudo o que venho vivenciado por São Paulo, com muita nostalgia oitentista.

One Comment

  1. Nossa, parece que foi ontem que eu estava baixando esses clipes em torrents super demorados, porque o youtube ainda pixelizava os vídeos, para gravar em um dvd e assistir repetidamente na tv da sala. É incrível como isso de ser "visual" é verdade. A experiência auditiva se completa muito mais, lembro dos takes e da sensação de estranhamento e libertação que eu tinha ao assistir esses clipes como se tivesse voltado 10 anos no tempo.
    Não sei se eu que desaprendi onde procurar, mas acho uma pena que é tão difícil achar material de j-rock hoje. Não se vende cd em loja, a maioria das bandas não usa youtube, as pouquíssimas que estão no spotify só tem músicas velhas… Divulguem seu material para o ocidente, Japão! A gente ama vocês <3

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