[COMICS] Quase 50 Anos de Marvel no Brasil

A Marvel Comics chegou estrategicamente no Brasil nos anos 60 através de uma campanha publicitária. Com os direitos dos personagens para serem publicadas, a Editora Ebal trouxe três revistas impulsionada pelos desenhos animados que eram exibidos na Rede Bandeirantes. O “Super Heróis Shell” chegaram aos postos Shell com três revistas: Homem de Ferro / Capitão América, Príncipe Submarino / Hulk e Thor. A Ebal os publicou através de títulos já existentes: “Capitão Z”, SuperXis e Álbum Gigante respectivamente.

Através de um acordo com a Rede Bandeirantes, a Ebal publicou essas três revistas nas bancas logo a seguir, vendendo mais de 80mil cópias cada. A exibição do desenho animado ajudou a alavancar as vendas. Eram os desenhos do Príncipe Submarino, Incrível Hulk, Capitão América, Thor e Homem-de-Ferro. Eram cinco séries de treze episódios cada, totalizando 190 animações. A exibição desses personagens fermentou a cabeça das crianças e dos adolescentes da época, a publicação dos gibis e diversos materiais publicitários como disco em vinil, camisetas estampadas, lancheiras, bolas e uma coleção de miniaturas fizeram a cabeça da “garotada”.

E quem diria que quase cinquenta anos depois esses personagens seriam lançados em forma de miniaturas de metal aqui no Brasil? A Eaglemoss Collection não trás esse histórico da Marvel no Brasil, mas é interessante sabermos para entender o que aconteceu com a cronologia dos personagens, já que a Marvel passou por várias editoras brasileiras.

Após a Ebal, a Bloch publicou algumas histórias da Marvel em Fevereiro de 1975. Eles priorizavam as cores berrantes e chamativas dentros dos quadrinhos, forçando um pouco o entendimento da história. Foram lançados diversos títulos, de diversos personagens ao mesmo tempo por outras editoras menores, como Gorrion, Roval e a Paladino. A Bloch relançou algumas histórias do Homem-Aranha (que a Ebal já tinha publicado) mas em cores, não agradando muito os leitores ávidos por material novo.

Após alguns descontentamentos da própria Marvel Comics, seus personagens migraram novamente de Editora, indo para a  RGE a partir de 1979.  Os Quatro Fantásticos e Almanaque Marvel seriam alguns dos novos títulos lançados pela editora. Coincidentemente estreava na Rede Globo o desenho do Homem-Aranha, alavancando novamente as vendas por todo o país. A RGE não era tão preocupada em manter a cronologia dos personagens dentro das histórias, é muito comum o Capitão América participar de uma aventura do Hulk, por exemplo. Tinham edições que estavam sem cronologia nenhuma. Somente em 1983, com os cuidados da Editora Abril, os personagens começaram a entrar no mesmo ritmo. Sob uma nova direção editorial, as histórias foram ajustadas, e o direito de novos personagens foi sendo adquirido.

Os anos 90 foi o grande auge dos quadrinhos no Brasil, a Abril publicava quase todos os personagens americanos em revistas mensais e trimensais. Graphic Novels também começaram a ser publicadas aqui, sob um tratamento gráfico devido e um tamanho maior do que os formatinhos das mensais. Esse auge durou até o final dos anos 90 e começo dos anos 2000. A Abril foi ótima para reestruturar a cronologia da Marvel, porém excluíram muitos títulos e não publicavam todas as histórias na íntegra.

Somente em 2001 a Editora Panini conseguiu os direitos de todos os personagens e passou a publicar devidamente, sob o formato americano (17 x 26 cm), com papel de excelente qualidade e diversos títulos. A casa nova se mantém até os dias atuais e é a responsável em trazer as grandes histórias da Marvel no Brasil.

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Me chamo Edu D’Angelo, mais conhecido como Chase Faster! Nasci em Outubro de 1984 (Libra com ascendente em Libra) e sou um Proudly Nerd assumido! Sou apaixonado pelo universo Geek (Action Figures, Comics, Animes, Filmes dos Anos 80, Seriados antigos, Teatro, Circo, Exposições e Shows) e desde 2006, crio um Setlist mensal com as músicas que mais ouvi naquele mês. Dez anos depois, estou aqui relatando tudo o que venho vivenciado por São Paulo, com muita nostalgia oitentista.